Beija-flor voa para trás e coração bate mais de 1.200 vezes por minuto
Ave da família Trochilidae reúne cerca de 340 espécies só nas Américas e completa a dieta com insetos além do néctar
15 de setembro de 2026 às 10:57

O beija-flor é uma ave pequena capaz de voar para trás, pairar praticamente parado no ar e sustentar o coração a mais de 1.200 batimentos por minuto durante o voo, segundo informações do Smithsonian.
A espécie pertence à família Trochilidae e existe apenas nas Américas. Ao todo, são cerca de 340 espécies, distribuídas entre florestas tropicais e regiões montanhosas.
Uma das habilidades mais conhecidas do beija-flor é o voo estacionário. Enquanto se alimenta, a ave consegue permanecer praticamente imóvel diante de uma flor, porque as asas produzem sustentação tanto na descida quanto na subida do movimento.
Isso permite que o animal fique suspenso no ar enquanto usa o bico e a língua para alcançar o néctar, sem precisar se deslocar do lugar.
Além de pairar, o beija-flor também consegue voar para trás, uma capacidade incomum entre as aves. O movimento está ligado à forma como as asas são movimentadas e ajustadas durante o voo.
Essa habilidade é útil na alimentação. Depois de alcançar o néctar, a ave consegue se afastar da flor sem precisar completar uma curva, mantendo controle sobre a direção do voo.
A velocidade das asas explica o zumbido característico produzido durante o voo. O número de batimentos varia conforme a espécie e a situação enfrentada pela ave.
O Smithsonian informa que o beija-flor-de-garganta-rubi bate as asas cerca de 70 vezes por segundo durante o voo direto e pode ultrapassar 200 batimentos por segundo em mergulhos.
Todo esse esforço exige um organismo preparado para fornecer energia rapidamente aos músculos. No beija-flor-de-garganta-rubi, o coração pode ultrapassar 1.200 batimentos por minuto durante o voo.
Em repouso, a frequência cardíaca da espécie cai bastante, chegando a cerca de 225 batimentos por minuto. O ritmo acelerado está ligado às demandas metabólicas impostas pelo voo.
O néctar das flores é uma fonte importante de energia para o beija-flor, mas não é toda a sua alimentação. A ave também captura pequenos insetos durante o voo.
Essa complementação é relevante porque o néctar fornece principalmente açúcares, enquanto os insetos oferecem outros nutrientes. O Smithsonian registra essa captura especialmente durante o período reprodutivo.
Ao visitar diferentes flores em busca de néctar, o beija-flor carrega grãos de pólen presos às penas e a outras partes do corpo. Ao pousar em outra flor, esses grãos entram em contato com as estruturas reprodutivas da planta.
Essa relação beneficia tanto a ave, que encontra alimento, quanto as plantas, que usam o animal como agente de transporte do pólen. Algumas flores têm características que facilitam esse acesso dos beija-flores ao néctar.
Apesar do tamanho reduzido, algumas espécies percorrem grandes distâncias durante as migrações. O beija-flor-de-garganta-rubi, por exemplo, atravessa diretamente o Golfo do México em seu deslocamento sazonal.
O Smithsonian registra que essas aves permanecem entre 18 e 20 horas em voo contínuo durante a travessia, usando reservas de gordura acumuladas antes da viagem.